domingo, 22 de maio de 2011

Cartomante - Elis Regina (trabalho)




Cartomante
Elis Regina
Composição : Ivan Lins / Victor Martins
Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face pra quem quer que seja
Nos dias de hoje esteja tranqüilo
Haja o que houver pense nos seus filhos

Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida

Nos dias de hoje não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco até o pescoço

Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias

Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus
Cai não fica nada.(6x)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cumprir-se, sem fazer perguntas


Imagem do Google


As flores são, frequentemente, presentes de última hora, de uma pessoa que se esqueceu do aniversário. Um buquê de rosas é sempre um presente delicado. Eu amo as rosas. Mas sempre prefiro uma única rosa a um buquê. Por razões do Principezinho que amava uma rosa, a sua rosa, de quem cuidava diariamente e que temia que o carneiro a comesse, na sua ausência. Mas fico irritado porque sei que, ao receber um buque de rosas, todas as pessoas vão dizer a mesma coisa: “Que lindas!” Vendo a notícia sobre o Dia Internacional das Flores meu pensamento começou a vagabundear e começaram a vir à minha memória coisas que místicos e poetas disseram sobre elas. Também os místicos e poetas têm a sua terapia floral. Só que suas flores, para serem remédios, não devem ser bebidos em gotas. Em gotas coloridas elas já não são mais flores... As flores, para terem poderes curativos, devem ser contempladas cuidadosamente, devagar, com o mesmo encantamento com que se contempla o corpo nu da mulher amada... Jesus, por exemplo, dizia que o remédio para a ansiedade é olhar (note bem: olhar...) os lírios dos campos, aqueles que nascem nos pastos sem que ninguém os tenha plantado. O nome em inglês é Morning Glory – Glória da manhã, trepadeira, parente da ipomeia. Para mim as azuis claro são as mais delicadas. Em 6 horas, não mais que 6 horas, elas abrem, soltam o seu azul, fecham-se e morrem. A elas eu dedicaria um verso da Cecília Meireles, do seu poema Sugestão: “Sede assim – qualquer coisa serena, isenta, fiel. Flor que se cumpre, sem pergunta...“ “ Cumprir-se, sem fazer perguntas: que coisa mais comovente! E nós, tolos, que nunca chegamos a nos cumprir, por termos a necessidade de ter todas as respostas primeiro. Walt Whitmann dizia que uma Morning Glory pela manhã, na sua janela, lhe dava mais felicidade e sabedoria que todos os livros de filosofia. Alberto Caeiro, cuja poesia tem a clara intenção de enfeitiçar os nossos olhos para que voltemos a ver como as crianças viam, dizia que o olhar tem de ser nítido como um girassol. Ah! Os girassóis de van Gogh! E é assim que Ricardo Reis termina o seu mais belo poema: “Colhamos flores. Molhemos leves as nossas mãos Nos rio calmos, Para aprendermos Calma também. Girassóis sempre Fitando o Sol, Da vida iremos Tranquilo, tendo Nem o remorso De ter vivido...“


Imagem do Google

Rubem Alves

Sexo Entre Bancários...


"Roubado do blog do Xico"




Um casal de bancários chega ao consultório de um terapeuta sexual.


O médico pergunta: - O que posso fazer por vocês?


O rapaz responde: - Você pode ver a gente a fazer sexo?


O médico olha espantado, mas concorda.


Quando o sexo termina, o médico diz:


- Não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo.


E então, cobra €70,00 pela consulta.


Isto repete-se por várias semanas!


O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema,


paga ao médico e deixa o consultório.


Finalmente o médico resolve perguntar:


- O que vocês estão a tentar descobrir?


o rapaz respondendo, diz:


- Nada. O problema é que ela é casada e eu não posso ir à casa dela.


Eu também sou casado e ela não pode ir até minha casa.


No Hotel Vila Galé, uma suite custa €140,00.


No Hotel Ibis custa €100,00.

Aqui nós fazemos sexo por €70,00,


tenho acompanhamento médico, arranjo um atestado para faltar ao trabalho,


sou reembolsado em €42,00 pelo SAMS e


ainda consigo uma restituição no IRS de €19,20.


Tudo calculado o custo é de €8,80.

SAMS - p quem não sabe, é o Serviço Assistencia Médico-Social (dos Bancários).

domingo, 10 de abril de 2011

Vingança Feminina

VINGANÇA FEMININA 1:


Imagem Pertencente ao Google

Um homem sempre zoava sua mulher que era loira. Um dia, ele passou na casa de seus amigos para que eles o acompanhassem ao aeroporto, porque sua mulher iria viajar. Como sempre zoava com ela, ele disse na frente de todo mundo: - Amor, traz uma francesinha de Paris pra mim? Ela abaixou a cabeça e embarcou muito chateada. A mulher passou quinze dias na França. O marido pediu que os amigos o acompanhassem novamente ao aeroporto. Ao chegar lá, ele perguntou para a mulher: - Amor, você trouxe minha francesinha? Ela disse: - Eu fiz o possível. Agora é só rezar para nascer menina!


VINGANÇA FEMININA 2:


Imagem perpencente ao Google

O casal está passeando pela praia, e ela pede que ele lhe compre um biquíni. Ele responde: - Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar! Continuam caminhando, e ela insiste: - Bom, então compra um vestido para mim? Ele responde: - Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!!Passa o dia. À noite, já na cama, o marido vira para a esposa e pergunta: - E aí, mulher? Vamos botar a máquina de lavar para funcionar? E a mulher, com ar de desprezo, responde: - Para lavar só esse pedacinho de pano? Ah...! Lava na mão mesmo que dá menos trabalho!

VINGANÇA FEMININA 3:



Imagem Pertencente ao Google

A velhinha pergunta para o marido: - Meu bem, depois de 40 anos de casado, me satisfaça uma curiosidade.Você já me traiu alguma vez? - Sim, querida! Uma única vez! Lembra-se quando eu trabalhava na Nestlé, e tinha uma secretária chamada Margarida? - Sim, me lembro! -Pois é, aquele corpo já foi todinho meu! ...E após alguns segundos, ele pergunta. E você já me traiu alguma vez? -Sim, meu bem! Uma única vez! Lembra-se quando a gente morava na Vila Andrade, em frente ao Corpo de Bombeiros? - Sim... me lembro! responde o marido. - Pois é... aquele corpo já foi todinho meu!

VINGANÇA FEMININA 4:



Imagem Pertencente ao Google

O marido estava em seu leito de morte e chamou a mulher. Com voz rouca e já fraca, disse-lhe: - Meu bem... chegue mais perto... Eu quero...lhe fazer uma confissão! -Não, não!!. respondeu a mulher. - Sossegue e fique quietinho aí. Você não pode fazer esforço. - Mas mulher. insistiu o marido. - Eu preciso morrer...em paz! Eu quero te confessar algo! - Está bem, est bem! Pode falar! - É o seguinte... Eu saí... com a sua irmã... com a sua mãe e...com a sua melhor amiga! - Eu sei, eu sei. disse e mulher. - Fique quietinho e deixe o veneno fazer efeito.


Email enviado por Marcinha.Bjs, Nice.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Glorinha, a Suicida


Imagem Retirada do Google

Um dia, Glorinha descobriu que o seu pai era gay. Descontente da vida, incapaz de aceitar a situação, resolveu se matar. Mas não podia se matar como qualquer outra criatura, afinal, ela, Glória, era milionária; e ficar se atirando de qualquer viaduto ou ponte, cortando os pulsos ou tomando formicida era coisa de suicida pobre... Ela queria se matar com classe, de forma diferente, em grande estilo. Mandou aprontar o jatinho da família e só com o aviador se mandou para o céu. Pretendia se atirar lá de cima. Durante o vôo, enquanto se preparava para o salto fatal, ela foi indagada pelo aviador a respeito do gesto extremo que ia executar e, chorando, contou a ele o que ocorria: - Papai é viado. Não consigo conviver com essa vergonha e vou me matar. Vislumbrando uma possibilidade, já que ele sempre havia cobiçado aquela mulher, o aviador sugeriu que dessem uma antes dela se matar. Glória concordou, afinal, para quem ia morrer, não custava nada quebrar o galho do aviador que se declarara tão apaixonado por ela, uma dada a mais no final de vida... E assim foi. Piloto automático no avião e... 'tome-lhe e tome-lhe, tome-lhe e tome-lhe..." Glória gostou tanto que desistiu de se matar.

*Qual é a moral da história?

***GLÓRIA DEU NAS ALTURAS** E O PAI, NA TERRA, AOS HOMENS DE BOA VONTADE*

"O pensamento cria... O desejo atrai... A fé realiza..."

Quem me mandou este email foi Marcinha.Bjs...

Não Sei o Que é Angústia...



Ser mais mais H U M I L D E faz parte do processo. Um aprendizado, este depoimento! "Estou preparado para a morte" Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual ele se submete na tentativa de controlar o sarcoma, um câncer agressivo e recidivo, diagnosticado pela primeira vez em 2006. A abordagem de agora consiste em quatro sessões semanais de quimioterapia. A químio foi decidida pelos médicos uma vez que o câncer de Alencar, com vários nódulos na região do abdômen, não respondeu a uma medicação ainda em fase experimental, em testes no hospital MD Anderson, centro de excelência em pesquisas oncológicas, nos Estados Unidos. Desde o início desse tratamento, em maio, o sarcoma cresceu cerca de 30%. A químio é uma tentativa de conter o alastramento do tumor. Visivelmente abatido, quase 10 quilos mais magro, Alencar recebeu a repórter Adriana Dias Lopes na sala 215 do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, enquanto passava pela primeira sessão de químio. O encontro durou cerca de uma hora. Nos primeiros dez minutos, o vice-presidente comeu dois hambúrgueres e tomou um copo de leite. Alencar chorou duas vezes. Ao falar de seus pais e da humildade, a virtude que, segundo ele, a doença lhe ensinou. Como o senhor está se sentindo? Está tudo ótimo: pressão, temperatura, coração e memória. Tenho apetite, inclusive só não como torresmo porque não me servem. O meu problema é o tumor. Tenho consciência de que o quadro é, no mínimo, dificílimo – para não dizer impossível, sob o ponto de vista médico. Mas, como para Deus nada é impossível, estou entregue em Suas mãos. Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável? Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público – ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.. O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar? Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar. Como a doença alterou a sua rotina? Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum. O senhor não passa por momentos de angústia? Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso. O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão? A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política. É penoso para o senhor praticar a humildade? Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor. Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte? Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir. O senhor tem medo da morte? Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente. O senhor se deu conta da comoção nacional que tem provocado? Não há fortuna no mundo capaz de retribuir o carinho dos brasileiros. Sou um privilegiado. Você não imagina a quantidade de manifestações afetuosas que tenho recebido. Um dia desses me disseram que, ao morrer, iria encontrar meu pai, falecido há mais de cinquenta anos. Aquilo me emocionou profundamente. Se for para me encontrar com mamãe e papai, quero morrer agora. A esperança de encontrar pessoas queridas é um alento muito grande – e uma grande razão para não ter medo do momento da morte. O senhor se tornou mais devoto com a doença? Sou de família católica, mas nunca fui de ir à missa. Nem agora faço isso. Quando a coisa aperta, rezo o pai-nosso. Ultimamente, tenho rezado umas duas, três vezes ao dia. Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro? Abraçaria a Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

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